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1945
Em 27 de agosto de 1945, José Alfredo de Almeida, José da Cunha Júnior e José Andrade de Souza, diretores do Banco Brasileiro de Descontos - Bradesco, tendo Amador Aguiar como Diretor Superintendente, fundam a Porto Seguro Cia de Seguros Gerais, habilitada para atuar em operações de seguro e resseguro nas modalidades Fogo, Transportes, Acidentes Pessoais e Motim, entre outros ramos.
1947
Em 17 de dezembro de 1947, foi aberta a primeira sucursal: Rio de Janeiro, que passa a operar nos mesmos ramos que sua matriz paulista.
1949
A Porto Seguro adquire a Rochedo Cia de Seguros, unificando a administração e formando o Grupo Segurador Porto Seguro (Central, Porto Seguro e Rochedo). A finalidade destas associações entre as empresas era a de aumentar o limite técnico ao qual estavam vinculadas as Companhias de Seguro.
1954
Neste ano assume a Presidência do Grupo formado pela Central, Porto Seguro e Rochedo, o Sr. Domingos Quirino Ferreira Neto, sendo Paulo de Tarso Santos o Diretor Superintendente.
Logo em seguida, Santos ocuparia a chefia da Casa Civil do Governo Jânio Quadros.
O presidente da companhia, Quirino Ferreira, vence as eleições para Deputado Federal pela UDN, tendo como cabos eleitorais alguns dos gerentes do Grupo Porto Seguro.
1954-56
Fase de expansão Cia devido ao aumento de produção da carteira de automóvel, porém com ela cresce também a de inadimplência dos segurados. Esta carteira passa a ser considerada de alto risco.
1958
O Grupo Segurador Porto Seguro adquire a Cia Renascença de Seguros. Devido a expansão, toda a empresa muda-se para a Sede da Cia Renascença, na Rua do Tesouro. Neste ano os securitários entram em greve, reivindicando aumento de salário. O mérito deste movimento foi tornar o seguro e a categoria conhecidos, já que na época o seguro de vida era altamente seletivo e sinônimo de “mau agouro” e a carteira de automóvel apenas começava a ser
notada. Houve passeata pelo centro da cidade, com adesão de grande número de securitários, que inclusive passaram em frente a sede da empresa, na Rua São Bento.
Neste mesmo ano um grupo de funcionários da Porto Seguro ganha na Loteria Federal com o bilhete premiado n. 12.224, fato que teve cobertura dos jornais da época.
1959
A emissão de apólices era feita em máquinas de escrever e no caso de apólices coletivas, usava-se mimeógrafos e estêncil. O Grupo Porto Seguro era considerado privilegiado, pois contava com “modernas” máquinas de calcular e escrever, enquanto no mercado muitas seguradoras ainda emitiam apólices manuscritas. Nesta época a cor oficial da Cia era o verde.
1960
O Grupo Segurador Porto Seguro, formado pelas Cias Central, Rochedo, Renascença e Porto Seguro passa a ter uma administração única, a cargo de José Kuhn, Julio Sinigaglia e José de Miranda Albert. A diferenciação da produção era feita por impressos distintos para cada empresa.
1962
A legislação trabalhista da época não previa os benefícios que conhecemos hoje, como auxílio para transporte e alimentação. Para melhorar essa condição, os funcionários organizaram (com apoio financeiro integral da Porto Seguro) a Caixa de Assistência dos Funcionários do Grupo Segurador Porto Seguro, que tinha por finalidade conceder auxílio e assistência aos seus associados. Ficavam garantidos: auxílio natalidade, auxílio nupcial, auxílio dentário, auxílio enfermidade, auxílio ótico, auxílio laboratório, auxílio cirúrgico-hospitalar, auxílio funeral, bolsa de estudos e empréstimos. Este fundo de reserva recebia depósitos mensais da companhia conforme as normas de um estatuto elaborado pelos próprios funcionários, com aprovação da diretoria. Surge a carteira de Riscos Diversos, que permite o enquadramento de outros tipos de coberturas, como equipamentos, maquinários, etc.
1963
Quirino Ferreira realiza uma transação na qual um cliente que devia para o Banco Bandeirantes ofereceu como parte de pagamento deste débito, uma casa em Campos do Jordão. Após um trabalho de restauração, essa casa tornou-se a Colônia de Férias Céu Azul, para uso dos funcionários do Grupo.
Quirino Ferreira, principal acionista da Central Seguradora e do Banco Bandeirantes, decide pela venda do Banco a outros acionistas, restringindo seus negócios. Com essa medida, o Grupo Porto Seguro passa a ser totalmente independente de qualquer Instituição Financeira.
1965
Em agosto deste ano ocorre o 1º Campeonato de Boliche organizado pelo Sindicato dos Securitários e a equipe da companhia seguro foi a campeã.
1966
Os departamentos de Resseguro e de incêndio são unificados. Racionalizam-se procedimentos e através desta união é possível um atendimento mais ágil. Devido a regulamentação determinada pelo Governo Federal, a cobrança das apólices passa a ser bancária em todas as companhias.
O Decreto-Lei n. 73 de dezembro regulamenta todas as operações de seguro, que ficam controladas pelo Estado através do CNSP (Conselho Nacional de Seguros Privados) SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) e IRB (Instituto de Resseguros do Brasil), subordinadas ao Ministério da Indústria e Comércio.
1967
Quirino Ferreira, Diretor Presidente, contratou uma empresa canadense de consultoria para
racionalização de procedimentos internos. Esta empresa elaborou um estudo para simplificação das atividades realizadas em todas as áreas. Um exemplo foi a unificação de propostas de seguro que anteriormente eram individualizadas, uma para cada ramo. A partir desta racionalização, as propostas passaram a ser únicas com anexos diferenciando os ramos. Neste mesmo ano a Porto Seguro vende o controle acionário da Renascença para Calil Eid Mansur.
1968
Mudança para a nova sede na Av. Paulista, 1009, edifício Numa de Oliveira, 7º andar. Para esse edifício, recém construído, mudaram-se quase todos os 150 funcionários que compunham o grupo na época.
Depois da mudança para a sede da Av. Paulista, as funcionárias adotam um uniforme composto de: saia e blaser, com camisa branca, complementado por um broche com a logomarca da empresa. A cor do uniforme seguiu o padrão da empresa, o verde.
Entre 1968 e 1972 a Cia desenvolve “jingles” para rádio e comerciais para televisão, veiculados na Rede Record e Rádio Panamericana.
1969
Um grupo de funcionários começa a redação de um jornal interno, destinado a colegas. As matérias eram sobre assuntos gerais, relacionados à empresa e ainda uma coluna - a mais concorrida - de fofocas. O jornal chamava-se “O Veleiro Verde”.
No final dos anos 60, uma funcionária da Porto Seguro foi eleita Rainha dos Securitários.
fonte: Porto Seguro
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